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Artigos Publicados


Artigo N° 0001
Referente ao Artigo N°___
Data: 23/03/2001
Por: Durval Henrique
Email: henrique@intermax.com.br 
Título do Artigo:
Leitura Fácil, Compreensão Sutil

Esta homepage é dedicada à investigação do auto-conhecimento e dos profundos (e assustadores) ensinamentos de Jiddu Krishnamurti (1895 - 1986): educador e conferencista hindu. Temas como: Amor, Auto-imagem, Bondade, Compaixão, Condicionamentos, Filosofia, Inteligência, Meditação, Medo, Natureza, Percepção, Psicologia, Paz e Sofrimento fazem parte da abordagem sempre incisiva adotada por Krishnamurti. Sua leitura, embora fácil, nos deixa perplexos. Sua plena compreensão será sempre um desafio para um ego medroso e pouco sutil. 

(Texto referência para inclusão desta Homepage em sites de Pesquisa / Mecanismos de Busca).


Artigo N° 0002
Referente ao Artigo N°___
Data: 31/03/2001
Por: ILDEU LOPES
Email: ildeulopes@ig.com.br 
Título do Artigo: 
Liberdade

É a primeira vez que participo. Um tema que me atrai muito a atenção é a LIBERDADE.

Krishnamurti diz que a liberdade não é uma reação. Não entendo muito bem isso. Para mim, Liberdade é a capacidade de poder observar alguma coisa sem medo. Não entendo porque isso não é uma reação...


Artigo N° 0003
Referente ao Artigo N°___
Data: 31/03/2001
Por: ILDEU LOPES
Email: ildeulopes@ig.com.br 
Título do Artigo: 
Eu / Observador

Não gostei da música, ela não irrita mas existem outras do mesmo estilo e que são melhores...

Se conseguíssemos compreender que o observador é o observado, talvez eliminaríamos o conflito, mas parece que estamos tão condicionados psicologicamente, que uma verdade que parece simples não faz efeito em nós. Acho que olhar o condicionamento em que vivemos é primordial, mas primeiro temos que saber que estamos condicionados, ter consciência disso.


Artigo N° 0004
Referente ao Artigo N°___
Data: 01/04/2001
Por: Bianco
Email: bianco6@uol.com.br  
Título do Artigo: 
Auto-conhecimento


Precisamos aprender a não compararmos a ninguém. Somos singulares e sofremos quando nos comparamos a isto ou à aquilo, a este ou à aquele.


Artigo N° 0005
Referente ao Artigo N°___
Data: 01/04/2001
Por: Daniela Souza Meira
Email: a_poetisa_do_hoje@mtv.com.br  
Título do Artigo: 
Atenção e Amor

Todas as pessoas do mundo, ou pelo menos a maioria, buscam a atenção e o amor alheio, mas não fazem por merecer. É um círculo vicioso: pedem - não conseguem - isso gera um conflito - logo, a violência. 

Mas e o amor? Onde que entra o amor? O ser humano está se tornando frio e esquecendo do amor, só querendo as coisas que lhes trarão riqueza material. 

Mas a alma pede que amemos e soframos para que aprendamos mais e mais.
Pode-se, então, chegar à conclusão que o ser humano está indo contra a própria alma e, futuramente, não haverá mais amor algum e nem paz alguma... é triste...


Artigo N° 0006
Referente ao Artigo N°___
Data: 02/04/2001
Por: Fernando Chen
Email: fernandochen1@yahoo.com  
Título do Artigo: 
Meditação ou Reflexão?


Umas das minhas recentes descobertas, foi a de que muita gente confunde a meditação com a reflexão... a reflexão é normalmente utilizada de um modo pessimista (a gente só reflete sobre uma coisa quando algo dá errado não é mesmo?) e não transmite ao ser humano a paz e a auto realização que a meditação traz. Na meditação, normalmente contemplativa, o praticante se sente como um ser-observador, que não faz parte dos acontecimentos analisados. Mas na reflexão, normalmente o praticante é o sujeito ativo do acontecimento. Por favor, não vamos confundir "meditação" com reflexão! A meditação é muito mais simples e eficaz. Na verdade, a reflexão é uma maneira de deixarmos o nosso Superego tomar conta de nós, reprimindo os nossos sentimentos para o inconsciente. Apenas seremos livres, quando deixarmos de pensar nos problemas demasiadamente. Eles devem se resolver da maneira mais natural possível, não precisamos resolvê-los. O tempo, resolve. 


Artigo N° 0007
Referente ao Artigo N°___
Data: 03/04/2001
Por:  Durval Henrique
Email: henrique@intermax.com.br 
Título do Artigo:  
Atenção: a Desatenção está chegando...

Às vezes tenho a impressão que compreendo plenamente alguma coisa. Mas na "hora H", no cotidiano, essa compreensão desaparece... sem deixar vestígios. É estranho a forma como se processa esse movimento da Atenção (que compreende) para a Desatenção (que faz da vida um movimento cego e muitas vezes sem sentido)... Se há alguma coisa sobre a qual podemos estar convencidos é a total impossibilidade de se perceber o exato momento da passagem do estado de Atenção para o estado de Desatenção..

E será que isso tem alguma importância?... Acho que sim...

Aí, pode-se fazer uma analogia com o processo de dormir... A gente percebe que está com sono, meio cansado, etc etc, mas JAMAIS percebemos ou experimentamos de maneira viva aquele exato instante no qual mergulhamos no estado de sono real (seja profundo ou nao)... Depois que você dormiu, aí sim, você as vezes - se prestar atenção - até consegue perceber que está dormindo... ou que está sonhando, etc.

Pergunto então:.... Seria o processo de estar Atento ou Desatento algo muito mais sofisticado e fundamental para nossas vidas do que o processo de estar Acordado ou Dormindo??? Por que, para nós, a percepção do "estar acordado ou dormindo" é tão nítida, ao passo que a percepção do "estar atento ou desatento" é tão embaralhada???

Mais questões: Percebemos, de fato, com consciência e coração, que na maior parte do nosso tempo estamos completamente desatentos e funcionando meramente como um robô automático?

A última agora: O simples ato de escovar os dentes nessa manhã de hoje foi um ato vital, significativo, ou correspondeu apenas a mais um parafuso que o robô (que leva meu nome) apertou enquanto usava suas funções "mais elevadas" para se "distrair", pensando nas contas a pagar e nos inúmeros medos e fantasmas que tiram o colorido da vida???

Atenção, assim, tem a ver com atração, percepção vital, ligação, carinho, cores, ímpeto, direção, contato...
Desatenção, teria a ver com distração, percepção fugaz, desligamento, ausência, tons cinza, medo, falta de direção e sentido...

Ai ai ai... a Atenção, portanto, é de vital importância. Seria, por acaso, um exagero dizer que nela reside a Vida? e na Desatenção reside a Morte? E que a vida e a morte andam mesmo juntas... ora pendendo mais para a vida (atenção), ora mais para a morte... Não sei... talvez não seja exagero dizer isso tudo!

A desatenção (morte) simplesmente se instala em você. Você só pode perceber que está desatento depois que a desatenção já se estabeleceu no espírito... E o mais engraçado é que, nesse exato momento de percepção, ela - a desatenção - se transmuta para Atenção !!! Você nunca vai vivenciar a desatenção se instalando... nem pegar "no flagra" o exato momento do sono se instalando... muito menos a Morte se instalando. Portanto, o medo da Morte é um medo imbecil, assim como imbecis talvez sejam todos os medos que carregamos na bagagem pesada da Desatenção... 

E é na desatenção que os vícios de toda ordem se manifestam... desde os vícios mais sutis (os pensamentos recorrentes que determinam um "eu" quase sempre medroso), até os mais grosseiros (fumar, beber, depender de alguém, reclamar da vida e dos medos, coçar o joelho, escovar os dentes, etc...).
 
A desatenção, mesmo já instalada, e "pêga no flagrante" já não é mais desatenção... há uma transformação interior sutil quando da percepção desse momento... Só que às vezes tenho a impressão que compreendo e vivencio plenamente tudo isso. Mas na "hora H", no cotidiano, a compreensão e a atenção desaparecem, sem deixar vestígios...

O reinado da Desatenção determina a maior parte da nossa vivência neste mundo... Mas não precisa necessariamente ser assim !!! Basta estar atento... perceber DE FATO a importância disso e simplesmente amar a Atenção e dedicar-se a ela... Só isso !!!... risos... (Só isso???).

Me ocorre agora propor um teste meio maluco:... (pra mim mesmo)... Olhe para a palma da sua mão esquerda que tanto te ajuda o tempo todo... e aí? ela não merece um carinho?

Às vezes é muito mais fácil perceber nossa própria vaidade do que dar Atenção desinteressada às coisas simples... Percebo claramente agora minha vaidade em ação ao escrever essas coisas... (com efeitos - pobres - de linguagem, muitas reticências, etc.)... Coisas que, apenas escritas, sempre serão uma cópia de "segunda mão"... uma espécie de imitação modificada pra pior de velhos outros textos... etc, etc... 

Se há alguma coisa minha mesmo nisso aqui, será apenas o reconhecimento dessa vaidade grudenta... baseada na consciência prévia de saber que você, seja lá quem for, estará lendo isso... gostando, desgostando, interagindo, etc... Somos, de fato, uma besta...(rs..).... Desculpe, não posso generalizar...

É interessante isso. A consciência, ou atenção sem defesas, da "vaidade implícita" transforma a própria vaidade (que poderia nos separar) em um simples fato... "o que é"... E não se pode brigar com "o que é"... Olhe para um quadro na parede... como você vai dizer agora que ele não está lá???... E o nosso velho K-marada mais uma vez tem razão... "simplesmente ver o que é, sem resistências, elimina todo conflito..."

Bom, até breve... Temos ainda um monte de parafusos para apertar... Você também deve ter... Boa sorte!

"Atenciosamente",  DH


Artigo N° 0008
Referente ao Artigo N°___
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